CFID


Conferência Internacional sobre Formas Inovadoras de Financiamento ao Desenvolvimento (CFID)
Mobilizando Recursos Internacionais 


Em tempos de crise financeira e do crescente fluxo de ilícitos transnacionais, a ajuda internacional ao desenvolvimento é a principal prejudicada. Assim, a interrupção do financiamento da ajuda internacional se soma aos já danosos efeitos colaterais das crises econômicas, e suas consequências tornam-se insustentáveis para os países e regiões assoladas pelo subdesenvolvimento. A Conferência Internacional sobre Formas Inovadoras de Financiar o Desenvolvimento, a ser realizada em Brasília – Brasil, em agosto de 2012, irá reunir representantes de todo o mundo para debater as formas inovadoras de financiar o desenvolvimento em seu sentido amplo: socioambiental, econômico e tecnológico.
O Consenso de Monterrey, adotado por Chefes de Estado e Governo em 2002, marca, nas palavras do Secretário-Geral da ONU Ban Ki-Moon, uma nova era da cooperação internacional. Junto à Declaração de Doha, em 2008, o Consenso de Monterrey é um elemento essencial da solidariedade e boa vontade entre as nações, ressaltando a importância de financiar o desenvolvimento global. Entretanto, desde a adoção do Consenso, muitos dos problemas de sua implantação se encontram na mobilização e no controle de recursos internacionais para o desenvolvimento, sejam eles investimentos, doações públicas e privadas, transferência de tecnologia ou ainda a obsolescência dos sistemas financeiro, comercial e monetário internacionais. Assim, surgiu o conceito de financiamento inovador para o desenvolvimento, caracterizado pela estabilidade e previsibilidade na coleta de recursos e pelo gerenciamento multilateral desses recursos. As formas mais importantes de financiamento alternativo são a adoção de impostos globais solidários sobre serviços financeiros, o pagamento de taxas sobre atividades de impacto ambiental, a renegociação de dívida externa em novos formatos e o estabelecimento de garantias para manter serviços e pesquisas vitais ao desenvolvimento. Outras questões também são importantes para essa discussão: quem vai gerenciar esses recursos? Quem deve recebê-los? Esses são os temas que devem ser debatidos pelos delegados dentro de uma desafiadora agenda de debates.

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